SONOSCOPIA :: PORTO :: 25 - 28 FEVEREIRO 2016

Este foi o segundo e último momento de trabalho em residência, que reuniu toda a equipa do projecto, mantendo uma lógica de laboratório de pesquisa e criação.

Após um conjunto de experiências desenvolvidas em Montemor-o-Novo, aquando da primeira residência, este momento serviu para solidificar o software MATRIZ (versão 0.2) e a integração da componente de hardware.

Neste sentido, cada uma das três salas teve um sistema MATRIZ semelhante e integrado:
> um raspberry pi com um sistema operativo debian/jessie e um conjunto de outras aplicações (GStreamer + Jack) que possibilitam a ligação por rede entre as três salas, a gestão do routing/encaminhamento de escuta e a coordenação do envio do áudio para o broadcast on-line;
> uma placa de som que permite o envio de um sinal stereo de cada sala e simultaneamente a recepção de um sinal dos dois outros espaços;
> uma mesa de mistura que faz a gestão do som de cada sala (captação de som de linha dos músicos + retorno para o PA de escuta dos outros dois espaços).

À semelhança do que aconteceu na residência anterior, nas Oficinas do Convento, no último dia houve um concerto no espaço da Sonoscopia.

Um dos novos desafios nesta performance foi o de explorar um meio de escuta online através do browser e compatível com múltiplos dispositivos.
Ao contrário do concerto realizado nas Oficinas do Convento, no qual a escuta online se resumiu a uma mistura do som das três salas, pretendeu-se que desta vez fosse o ouvinte a gerir e misturar a escuta do evento.
Foi criado um interface composto por três faders de volume, sendo cada um deles referente a uma das salas onde se encontrava um grupo de músicos.

Faders

Quanto à música - seguindo o trabalho que decorreu em Montemor-o-Novo -, lançou-se um novo desafio no sentido de desenvolver pequenas peças que mantêm a dimensão de imersão e de colaboração remota entre músicos, atendendo à distância e a ausência de contato visual e físico entre o ensemble.

OFICINAS DO CONVENTO :: MONTEMOR-O-NOVO :: 23 - 26 JANEIRO 2016

Primeiro laboratório de pesquisa, criação e colaboração entre a equipa artística, que incluiu programadores informáticos, músicos e artistas sonoros.

Espaço dedicado à experimentação da versão 0.1 do MATRIZ.

A proposta para estes dias foi a de ocupar três salas das Oficinas do Convento afastadas entre si. Os músicos residiram em cada uma das salas e desenvolveram um conjunto de exercícios pré definidos, o que levou à exploração de mecanismos de composição e de improvisação livre, recorrendo ao software MATRIZ como base de articulação principal.

Um dos objetivos desta primeira residência assentou na criação de um espaço virtual imersivo entre as três salas, que permitiu aos músicos atuar em conjunto de forma consciente, tendo em conta um conjunto de desafios implícitos com a distância existente entre o ensemble.

A intenção nesta fase do projecto foi ainda desenhar um conjunto de automatizações inerentes ao software MATRIZ, em que os músicos foram desafiados a interagir e a articular.

No último dia de residência teve lugar um concerto, que cruzou duas possibilidades de auditório, um auditório que assistiu à performance in loco (podendo, para tal, deslocar-se de sala para sala, dentro das Oficinas do Convento) e um outro que acompanhou o concerto via broadcast no site da stress.fm.